The group "device" with women victims of domestic violence


Abstract


Gender-based violence is a violation of human rights and a global public health issue. OMS data indicates that one in three women experiences physical or sexual violence during their lifetime, and in Brazil, the numbers are equally alarming. This study aimed to report on psychological practice in group settings regarding the support of women victims of violence and to reflect on how Psychology is involved in reflective groups of Brazilian women victims of domestic and family violence, as well as recognizing the limits and progress in the use of Psychology in this context. Using methods of direct and participatory observational case study in a support group for women victims of domestic violence, data were analyzed through a constructionist-oriented thematic analysis. The study reveals that participation in these groups provides support, the construction of new reflections, and the broadening of individual perspectives. From the perspective of Social Constructionism and authors in the field of Gender Studies, it was observed that both in-person and online groups facilitated the creation of a support network, helping participants to reframe their experiences of violence. The mirroring technique used promotes identification and solidarity among the women, which is essential for the emotional healing process. The study highlights the importance of psychologists’ roles in coordinating these groups, fostering meaningful social and individual changes. In conclusion, the research reaffirms the effectiveness of reflective groups and psychological support in addressing gender-based violence, emphasizing the need for public policies that integrate multidisciplinary approaches to tackle this serious issue.

 


Keywords: Gender violence, reflective groups, psychological support

References


Acosta, F. (2004). Conversas homem a homem: grupo reflexivo de gênero: metodologia.

Instituto Noos de Pesquisas Sistêmicas e Desenvolvimento de Redes Sociais.

Andaló, C. (2005). Mediação grupal: uma leitura histórico-cultural. Editora Agora.

Andersen, T. (2002). Processos reflexivos (2a ed.). Instituto de Terapia de Família/Instituto

Noos.

Aguiar, G. A. de. (2018). O acolhimento psicológico como dispositivo de orientação às mulheres vítimas de violência: novas possibilidades para atuação do profissional de Psicologia. Revista Espaço Acadêmico, 18(207), 99-107. Recuperado de https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/41931

Agência Senado. (2023). Instituto DataSenado em parceria com observatório da mulher contra a violência. Data Senado aponta que 3 a cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica. Retirado de https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/11/21/datasenado-aponta-que-3-a-cada-10-brasileiras-ja-sofreram-violencia-domestica

Andrade, T., Szupszynski, K. P. D. R., Paganella, R., da Silva Oliveira, M., & Knapp, P. (2021). Intervenção em grupo na modalidade on-line: relato de experiência G10 online. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas (Impresso).

Anuário Brasileiro de Segurança Pública. (2024). 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Assini-Meytin, L. C., Giacomozzi, A. I., Priolo Filho, S. R., et al. (2023). Adverse childhood experiences in Brazilian college students: Examining associations with suicidal ideation and risky behaviors. Journal of Child & Adolescent Trauma. https://doi.org/10.1007/s40653-023-00572-8

Beiras, A., & Bronz, A. (2016). Metodologia de grupos reflexivos de gênero. Instituto Noos. https://noos.org.br/wp-content/uploads/2018/08/Metodologia-Noos__PDF-final.pdf

Beiras, A., Martins, D. F. W., Sommariva, S. S., & Hugill, M. D. S. G. (2022). Grupos para homens

autores de violência contra as mulheres no Brasil: perspectivas e estudos teóricos. Academia Judicial, 16, e758091. https://www.tjdft.jus.br/informacoes/cidadania/nucleo-judiciario-da-mulher/parceiros/artigos-1/ghav-estudos-teoricos-2.pdf

Beck, J. G., Griffith, E. L., Majeed, R., Beyer, M. S., Bowen, M. E., & Free, B. L. (2024). Social

problem‐solving in intimate partner violence victims: Exploring the relative contributions of shame and PTSD symptoms. Journal of Clinical Psychology, 80(7), 1490–1503. https://doi.org/10.1002/jclp.23675

Brasil. (2006). Lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006. Lei Maria da Penha. Diário Oficial da União:

Seção 1, Brasília, DF, n. 248, p. 1, 8 ago. 2006.

Castro, L. A. de A., Utim, G. G. M., Ribeiro, T. L., Basílio, U. U., &

Lourenceti, K. R. (2020). Importância da abordagem sobre violência contra a mulher. Retirado de https://www.unifan.edu.br/unifan/aparecida/wp-content/uploads/sites/2/2020/02/A-IMPORTÂNCIA-DA-ABORDAGEM-SOBRE-VIOLÊNCIA-CONTRA-A-MULHER.pdf

Chauí, M. (1985). Participando do debate sobre mulher e violência. In M. Chauí, R. Cardoso, &

M. C. Paoli (Orgs.), Perspectivas antropológicas da mulher: sobre mulher e violência (pp. 11-25). Rio de Janeiro: Zahar.

Conselho Federal de Psicologia. (2013). Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) em Programas de Atenção à Mulher em situação de violência. Retirado de https://site.cfp.org.br/publicacao/referencias-tecnicas-para-atuacao-de-psicologas-os-em-programas-de-atencao-a-mulher-em-situacao-de-violencia/

Costa, L. F. (2010). A perspectiva sistêmica para a clínica da família. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 26(SPE), 95-104. https://doi.org/10.1590/S0102-37722010000500008

de Holanda, S. B. (2014). Raízes do Brasil (1ª ed. [1936]). Companhia das Letras.

Diniz, G. R. S., & Angelim, F. P. (2003). Violência doméstica. Revista de Psicologia da UNESP, 2(1), 16-16. https://mail.revpsico-diniunesp.org/index.php/revista/article/view/14/15

Fonseca, D. H., Ribeiro, C. G., & Leal, N. S. B. (2012). Violência doméstica contra a mulher: realidades e representações sociais. Psicologia & Sociedade, 24(2), 307-314. https://doi.org/10.1590/S0102-71822012000200008

Foucault, M. (1980). The confession of the flesh. In C. Gordon (Ed.), Power/knowledge: Selected interviews and other writings 1972–1977. Pantheon.

FRA. (2014). Violence against women: an EU-wide survey: Results at a glance. FRA – European Union Agency for Fundamental Rights. doi:10.2811/60683

Freire, P. (1979). Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freyre, G. (2003). Casa grande & senzala: Formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal (1ª ed.). São Paulo, SP: Global.

Gayotto, M. L. C. (2003). Coordenar e intervir. Em M. L. C. Gayotto (Org.), Liderança: Aprenda a coordenar grupos (pp. 23-40). Petrópolis: Vozes.

Gergen, K. J., & Gergen, M. (2010). Construcionismo social: Um convite ao diálogo (Cap. 1-2, pp. 17-53). Rio de Janeiro: Instituto Noos.

Gomes, M. A., Maheirie, K., & Corrêa, B. (2022). Jovens em vulnerabilidades psicossociais: grupo como lugar de acolhimento e subjetivação política. Psicologia em Estudo, 27, e47375. https://doi.org/10.4025/psicolestud.v27i0.47375

Giacomozzi, A. I., Fiorott, J., Bousfield, A. B., Leandro, M., Silveira, A., & Silva, B. L. (2020). Social representations of traffic violence and related psychosocial aspects. Revista Saúde e Pesquisa, 13, 193-204. https://doi.org/10.17765/2176-9206.2020v13n1p193-204

Giacomozzi, A. I., Cardoso, J. L., Detoni, C., Meneghetti, N. C. O., Wiggers, G. A., Nunes, P. P., & Cecconi, V. P. (2020). Experiences of violence among students of public schools. Journal of Human Growth and Development, 30(2), 179-187. https://doi.org/10.7322/jhgd.v30.10365

Giacomozzi, A. I., Castro, A., Bousfield, A. B., Nunes, P., & Xavier, M. (2021). Social representations of violence among public school students. In C. P. Souza & S. E. S. Oswald (Eds.), Social representations for the Anthropocene: Latin American perspectives (1st ed., pp. 352-338). Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-030-67778-7_16

Giacomozzi, A. I., Silveira, A., Tavares, A. C. A., & Justo, A. M. (2022). Political polarization and intergroup relations: A study on social representations in Brazil. Quaderns de Psicologia, 24, 1-26. https://doi.org/10.5565/rev/qpsicologia.1643

Giacomozzi, A. I., Fiorott, J. G., Bertoldo, R. B., & Contarello, A. (2023). Social representations of political polarization through traditional media: A study of the Brazilian case between 2015 and 2019. Human Affairs, 33, 67–81. https://doi.org/10.1515/humaff-2022-2032

Giacomozzi, A. I., Vitali, M. M., Presotto, G. C., et al. (2024). Constructing emotional meanings about Jair Bolsonaro in Brazil during the Covid-19 pandemic on Twitter. Discover Global Society, 2, 37. https://doi.org/10.1007/s44282-024-00066-4

Karakurt, G., Smith, D., & Whiting, J. (2014). Impact of intimate partner violence on women’s mental health. Journal of Family Violence, 29, 693–702. https://doi.org/10.1007/s10896-014-9611-4

Kaufman, M. (2001). The White Ribbon Campaign: Involving men and boys in ending global violence against women. Em A man’s world (pp. 38-51).

Leandro, M., Giacomozzi, A. I., Bousfield, A. B., Justo, A. M., & Vitali, M. M. (2023). Domestic violence against women in the Brazilian media: Study of social representations. Psicologia: Ciência e Profissão, 43, 1-16. https://doi.org/10.1590/1982-3703003252791

Leandro, M., Giacomozzi, A. I., Fiorott, J., & Marx, D. (2019). Representações sociais da violência doméstica em comentários de rede social. Revista Eletrônica Científica da UERGS, 5, 208-216. https://doi.org/10.21674/2448-0479.52.208-216

Leandro, M., Giacomozzi, A. I., Bousfield, A. B., Vitali, M. M., & Cavalier, C. M. (2024). Representações sociais da violência contra a mulher para profissionais da segurança pública. In A. Beiras, A. I. Giacomozzi, V. de Bem, C. M. Cavalier, & M. Leandro (Eds.), Estudos interdisciplinares sobre o feminicídio: Contribuições acadêmicas, processo de intervenção e prevenção (1st ed., pp. 126-144). ABRAPSO.

Leandro, M., Giacomozzi, A. I., Fiorott, J. G., & Djenifer, M. A. R. X. (2019). Representações sociais da violência doméstica em comentários de rede social. Revista Eletrônica Científica da UERGS, 5(2), 208-216. https://doi.org/10.21674/2448-0479.52.208-216

Lima, D., Medrado, B., Caroldo, H., & Nascimento, M. (2007). Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher: Manual de Educação para Ação. Série Campanha do Laço Branco. Recuperado de https://diversex.paginas.ufsc.br/files/2019/10/Manual-homens-pelo-fim-da-viol%C3%AAncia-contra-a-mulher.pdf

Lopes, F. M., Fiorott, J., Silva, E. Z. P., & Giacomozzi, A. I. (2021). Desafios da intervenção em grupo na modalidade on-line. In R. M. Cruz & G. Zwielewski (Orgs.), Manual de Psicoterapia on-line (1ª ed., v. 1, pp. 341-357). São Paulo: Vetor.

Lorandi, J.M; Priolo Filho, S.; Giacomozzi, A.I.; Assini-Meytin, L. (2025). Associations between child maltreatment and dating violence among Brazilian college students, Child Protection and Practice, 100118. https://doi.org/10.1016/j.chipro.2025.100118

Matos, M., Machado, A., Santos, A., & Machado, C. (2025). Intervenção em grupo com vítimas de violência doméstica: Uma revisão da sua eficácia. Acta Portuguesa de Psicologia, 30(1), 53-66. https://doi.org/10.14417/ap.534

Nieswald, L., & Giacomozzi, A. I. (2024). Implicações dos dispositivos amoroso e materno sobre mulheres em situação de violência doméstica. Nova Perspectiva Sistêmica, 78. https://doi.org/10.38034/nps.v33i78.745

Nussey, C. (2021). “A long way from earning”: (re)producing violence at the nexus of shame and blame. Oxford Development Studies, 49(1), 53–65. https://doi.org/10.1080/13600818.2020.1864311

Ogbe, E., Harmon, S., Van den Bergh, R., & Degomme, O. (2020). A systematic review of intimate partner violence interventions focused on improving social support and/or mental health outcomes of survivors. PLOS ONE, 15(7), e0235177. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0235177

Organização Mundial da Saúde. (2021). OMS: uma em cada 3 mulheres em todo o mundo sofre violência. Retirado de https://brasil.un.org/pt-br/115652-oms-uma-em-cada-3-mulheres-em-todo-o-mundo-sofre-viol%C3%AAncia

Organização Pan-Americana da Saúde. (2021). Devastadoramente generalizada: 1 em cada 3 mulheres em todo o mundo sofre violência. Retirado de https://www.paho.org/pt/noticias/9-3-2021-devastadoramente-generalizada-1-em-cada-3-mulheres-em-todo-mundo-sofre-violencia

Pasinato, W. (2014). Violência contra a mulher no Brasil: Acesso à informação e políticas públicas. São Paulo: Article 19; Open Society Foundation. Retirado de https://assets-dossies-ipg-v2.nyc3.digitaloceanspaces.com/sites/5/2018/08/ART19_RelatorioDadosVCM.pdf

Ramos, M. E., & Oltramari, L. C. (2010). Atividade reflexiva com mulheres que sofreram violência doméstica. Psicologia: Ciência e Profissão, 30, 418-427. https://doi.org/10.1590/S1414-98932010000200015

Roso, A., Gudolle de Souza, J., Matos Romio, C., & de Souza, A. F. (2020). "Fique em casa": Violência e terrorismo íntimo contra as mulheres em tempos de covid-19. Revista Inter-Legere, 3(28), c21581. https://doi.org/10.21680/1982-1662.2020v3n28ID21436

Roso, A., Souza, J. G., & Santos, C. (2022). Espetacularização e virilização de estupro coletivo: Dos saberes (in)sabidos. Em A. Roso, P. Guareschi, A. Hernandez, A. Accorssi, & C. dos Santos Goncalves (Orgs.), Mundos sem fronteiras: Representações sociais e práticas psicossociais (1ª ed., v. 1, pp. 241-288). Florianópolis, SC: ABRAPSO.

Sanfelici, A., & Figueiredo, E. H. D. (2014). O relato de experiência. Escrita Acadêmica. Retirado de https://www.escritaacademica.com/topicos/generos-academicos/o-relato-de-experiencia

Sarmento, R. (2021). Ativismo Feminista Online: Mapeando eixos de atuação. Revista Sul-Americana de Ciência Política, 7(1), 19-37. https://doi.org/10.15210/rsulacp.v7i1.20245.g13274

Silva, M. L. B., Bousfield, A. B. S., Giacomozzi, A. I., & Leandro, M. (2020). Atribuições de causalidade à violência para pessoas em situação de rua. Estudos Interdisciplinares em Psicologia, 11(2), 17-39. https://doi.org/10.5433/2236-6407.2020v11n2p17

Silva, M. L. B., Bousfield, A. B. S., Giacomozzi, A. I., Leandro, M., & Cavalier, C. M. (2022). Violence for women experiencing homelessness. Psico, 53(1), 1-14. https://doi.org/10.15448/1980-8623.2022.1.37621

Souza, J. G. de, Roso, A. R., & Souza, A. F. de. (2022). Violência contra mulheres na

universidade: Um estudo sobre as produções científicas latino-americanas. Revista Ártemis, 33(1). https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/56280

Toneli, M. J. F., Beiras, A., & Ried, J. (2017). Homens autores de violência contra mulheres:

Políticas públicas, desafios e intervenções possíveis na América Latina e Portugal. Revista de Ciências Humanas, 51(1), 174-193. https://doi.org/10.5007/2178-4582.2017v51n1p174

Vitali, M. M., Giacomozzi, A. I., Bousfield, A. B. S., & Vidal, G. P. (2022). "Attacked me in several

ways, just didn’t hit me": Social representations of violence among people in psychological distress. Community Psychology in Global Perspective, 8(2), 37-58. https://doi.org/10.1285/i24212113v8i2p37

Vitali, M. M., Presotto, G. C., Gizzi, F., Gomes, M. A., & Giacomozzi, A. I. (2021).

#BlackLivesMatter: A study of social representations from Twitter. Community Psychology in Global Perspective, 8(1), 1-19. https://doi.org/10.1590/S0102-69922

Zanello, V. (2020). Saúde mental, gênero e dispositivos: Cultura e processos de subjetivação.

Appris.

Zimmerman, D. (2000). Fundamentos básicos das grupoterapias. Porto Alegre: Artmed.


Full Text: PDF

Refbacks

  • There are currently no refbacks.
کاغذ a4 ویزای استارتاپ

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribuzione - Non commerciale - Non opere derivate 3.0 Italia License.